O Papa Bento XVI celebra Sexta-Feira Santa na Basílica de São Pedro |
Cantalamessa fez as declarações durante a homilia da Paixão de Cristo pronunciada na Basílica de São Pedro e presidida pelo papa Bento XVI.
O pregador do papa, tradicionalmente encarregado da homilia da Paixão durante a Sexta-Feira Santa, acrescentou que a unidade dos cristãos é "uma meta a alcançar" e um "dom a acolher". E lamentou os obstáculos criados pelas diferentes denominações cristãs na obtenção da unificação.
Segundo o pregador, "o que está em jogo no início do terceiro milênio já não é o mesmo que na virada do segundo milênio, quando aconteceu a separação entre oriente e ocidente, nem é o mesmo que o da metade do milênio passado, quando aconteceu a separação entre católicos e protestantes".
E acrescentou: "o mundo seguiu adiante e nós permanecemos presos a problemas e fórmulas que o mundo nem sequer lembra o motivo". No entanto, explicou que o caminho em direção ao ecumenismo não pode "queimar períodos", em relação às diferenças na doutrina entre os cristãos, "porque as diferenças existem e é preciso resolvê-las com paciência nas sedes apropriadas".
"Mas podemos por outro lado queimar etapas na caridade, e estar unidos desde já", acrescentou Cantalamessa. Para o pregador do Vaticano, "o que poderá reunir os cristãos divididos será só a difusão de uma nova onda de amor por Cristo".
Em sua homilia, Cantalamessa lembrou de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares e que faleceu recentemente, cuja vida demonstrou "que a unidade entre os cristãos não leva ao fechamento do resto do mundo".
O ecumenismo "é, melhor dizendo, o primeiro passo e a condição para um diálogo mais amplo com os crentes de outras religiões e com todos os homens que se importam com o destino da humanidade e da paz", declarou.
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