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A Polícia de Nova York deteve hoje pelo menos seis membros de um grupo de manifestantes que tentou entrar na sede da ONU para protestar contra a repressão do Governo chinês no Tibete e o "silêncio" da comunidade internacional.
As detenções ocorrerão depois que uma dezena de manifestantes que carregavam a bandeira do Tibete tentou entrar no prédio das Nações Unidas, sendo impedidos pelo serviço de segurança da organização.
Em poucos minutos, dezenas de policiais de Nova York chegaram ao local e obrigaram os manifestantes a transferir seu protesto para a calçada em frente ao edifício sede da ONU, conhecido como o "Palácio de Cristal".
"Queríamos entrar para protestar contra os massacres no Tibete", disse à Agência Efe um dos manifestantes, que se identificou com o nome de Wangyal.
O ato de protesto foi totalmente espontâneo, produto das imagens dos graves distúrbios registrados nos últimos dois dias em Lhasa, que causaram detenções de manifestantes, feridos e graves destroços.
"O que está acontecendo é muito triste, é totalmente injusto e queremos que a ONU saiba que necessitamos de sua ajuda, eles não podem ficar calados", acrescentou o manifestante, que disse ser um exilado.
A porta-voz da ONU, Marie Okabe, confirmou que pelo menos três pessoas tentaram entrar no recinto através da porta reservada aos funcionários, mas que a passagem foi impedida.
Uma fonte da Polícia de Nova York informou que seis pessoas foram detidas.
Uma hora depois do incidente várias manifestantes podiam ser vistos na calçada em frente à ONU com cartazes com os dizeres: "China fora do Tibete" e "Acabem com os assassinatos".
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, expressou em uma declaração sua preocupação pelos distúrbios na região ocupada pela China e pediu a Pequim para "permitir aos manifestantes seu direito à liberdade de expressão".
Arbour disse haver recebido informações de que nos incidentes de hoje foram registradas "mortes e destruição de propriedade".
Os distúrbios na capital tibetana são continuação dos protestos que desde 10 de março são realizados por monges budistas, para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o mandato chinês em 1959, que causou a fuga para o exílio de Dalai Lama.
EFE
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