China

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Sexta, 14 de março de 2008, 19h43

Manifestantes protestam contra repressão chinesa

A Polícia de Nova York deteve hoje pelo menos seis membros de um grupo de manifestantes que tentou entrar na sede da ONU para protestar contra a repressão do Governo chinês no Tibete e o "silêncio" da comunidade internacional.

As detenções ocorrerão depois que uma dezena de manifestantes que carregavam a bandeira do Tibete tentou entrar no prédio das Nações Unidas, sendo impedidos pelo serviço de segurança da organização.

Em poucos minutos, dezenas de policiais de Nova York chegaram ao local e obrigaram os manifestantes a transferir seu protesto para a calçada em frente ao edifício sede da ONU, conhecido como o "Palácio de Cristal".

"Queríamos entrar para protestar contra os massacres no Tibete", disse à Agência Efe um dos manifestantes, que se identificou com o nome de Wangyal.

O ato de protesto foi totalmente espontâneo, produto das imagens dos graves distúrbios registrados nos últimos dois dias em Lhasa, que causaram detenções de manifestantes, feridos e graves destroços.

"O que está acontecendo é muito triste, é totalmente injusto e queremos que a ONU saiba que necessitamos de sua ajuda, eles não podem ficar calados", acrescentou o manifestante, que disse ser um exilado.

A porta-voz da ONU, Marie Okabe, confirmou que pelo menos três pessoas tentaram entrar no recinto através da porta reservada aos funcionários, mas que a passagem foi impedida.

Uma fonte da Polícia de Nova York informou que seis pessoas foram detidas.

Uma hora depois do incidente várias manifestantes podiam ser vistos na calçada em frente à ONU com cartazes com os dizeres: "China fora do Tibete" e "Acabem com os assassinatos".

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, expressou em uma declaração sua preocupação pelos distúrbios na região ocupada pela China e pediu a Pequim para "permitir aos manifestantes seu direito à liberdade de expressão".

Arbour disse haver recebido informações de que nos incidentes de hoje foram registradas "mortes e destruição de propriedade".

Os distúrbios na capital tibetana são continuação dos protestos que desde 10 de março são realizados por monges budistas, para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o mandato chinês em 1959, que causou a fuga para o exílio de Dalai Lama.

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