Justiça: alemão casado com irmã voltará à prisão

13 de março de 2008 • 10h14 • atualizado às 10h37
Irmãos alemães mantêm uma relação amorosa da qual nasceram quatro filhos
Irmãos alemães mantêm uma relação amorosa da qual nasceram quatro filhos
13 de março de 2008
EFE

O Tribunal Constitucional alemão rechaçou hoje a apelação de um casal de irmãos alemães que mantém uma relação amorosa estável, da qual nasceram quatro filhos. Eles haviam pedido que fosse decretada a inconstitucionalidade do artigo do código penal que define o incesto como crime, segundo a agência EFE.

Patrick S., 30 anos, e Susan K., 22 anos, vivem juntos, com sua filha menor, Sofia, 1 ano. A agência não informou onde vivem as demais crianças. O casal cresceu separado porque aos 3 anos Patrick foi afastado da família para que fosse protegido do pai alcoólatra, sendo criado por um casal que o adotou. Ele só voltou a ver a mãe 20 anos depois, quando ela se separou do marido. Foi então que conheceu a irmã.

O casal solicitou que fosse declarada a inconstitucional do artigo 173 do código penal que qualifica incesto como um crime com pena prevista de até três anos para quem mantenha relações amorosas com um filho ou filha e de até dois anos para quem se relacione com seu pai, mãe, irmão ou irmã.

Joachim Fromling, um dos advogados do casal, qualificou o artigo 173 como "uma violação dos direitos fundamentais de uma relíquia histórica". Porém, o Tribunal considerou que a penalização do incesto protege a ordem familiar de seus efeitos danosos.

Patrick foi condenado em 2002, depois do nascimento de seu primeiro filho, Erick, a um ano de prisão, que cumpriu em liberdade provisória. Em 2003 eles tiveram a segunda filha, Sarah, e em 2004 a terceira, Nancy. Patrick voltou então a ser condenado a dois anos e meio de prisão, mas antes de começar a cumprir a pena, engravidou Susan pela quarta vez. Duas das crianças nasceram com deficiências que tanto podem ser resultado do parentesco próximo quanto de partos prematuros.

Ele acabou se submetendo a uma vasectomia para que não tenham mais filhos, mas deve cumprir mais um ano de prisão a partir do final de março.

Redação Terra
 
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