O relatório anual que o Poder Executivo americano envia ao Congresso sobre a situação dos direitos humanos no resto do mundo, serve para a consideração legislativa da ajuda econômica e militar dos EUA a outros países.
Em relação à Argentina, o relatório afirma que "não houve relatos de desaparecimentos por motivos políticos", e acrescentou que "continuaram os processos judiciais relacionados com os assassinatos, desaparecimentos e torturas cometidas pelo regime militar entre 1976 e 1983".
No Chile, o Governo, em geral, respeitou os direitos humanos de seus cidadãos durante 2007, embora tenha havido relatos isolados de uso excessivo da força por parte da Polícia e abusos nas prisões.
"A violência doméstica contra as mulheres e as crianças foi comum e generalizada", segundo o relatório, apontando também que "alguns povos indígenas sofreram discriminação, e muitas crianças trabalharam na economia informal".
O Governo paraguaio também "respeitou em geral" os direitos de seus cidadãos no ano passado, mas o Departamento de Estado apontou "abusos graves em algumas áreas".
"Alguns condenados e outras pessoas detidas foram submetidos a torturas e abusos pelas autoridades".
No Uruguai, as autoridades civis mantiveram em 2007 "em geral, um controle eficaz sobre as forças de segurança, e respeitaram os direitos de seus cidadãos", na opinião do Departamento de Estado.
Mas "a violência contra as mulheres e a discriminação contra alguns grupos da sociedade seguiram desafiando as políticas do Governo", acrescentou o relatório.
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