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Ministro confirma que chefe das Farc foi morto por seus guardas

07 de março de 2008 18h58 atualizado às 22h27

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, deu "100% de certeza" que o líder guerrilheiro e membro do secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) conhecido como Ivan Ríos foi assassinado por seus próprios homens, que entregaram a mão direita do rebelde ao Exército.

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Segundo Santos, Ivan Ríos foi morto por membros de sua guarda pessoal em uma zona rural do centro-oeste do país e não em combates com tropas oficiais como em princípio tinha sido informado.

Os rebeldes, disse o ministro, apresentaram "literalmente uma mão" do comandante assassinado, além de sua carteira de identidade, seu passaporte e seu computador pessoal.

Explicou que um guerrilheiro das Farc, "perante a pressão militar" à qual estavam submetidos ele e seus companheiros, se entregou às autoridades militares com a mão direita do chefe rebelde assassinado.

Os guerrilheiros "estavam cercados, desabastecidos e incomunicáveis", acrescentou. Conhecido como "Rojas", o rebelde que entregou a mão de Ríos se apresentou "na noite desta quinta-feira, 6 de março", perante tropas que os tinham cercado em uma zona rural conhecida como Albânia, (...) no departamento de Caldas", disse Santos à imprensa.

O ministro da Defesa lembrou que Ríos, conhecido como José Juvenal Velandia ou Manuel de Jesús Muñoz, fazia "parte do secretariado" (máxima hierarquia das Farc) desde novembro de 2003 e era responsável pelo "bloco noroeste" da guerrilha.

Ríos é o segundo membro do secretariado (cúpula) das Farc morto em menos de uma semana, pois no sábado passado tropas colombianas abateram em território equatoriano o "número dois" e porta-voz internacional dessa guerrilha, Luis Edgar Devia, conhecido como Raúl Reyes.

O ministro acrescentou que as autoridades não informaram da morte de Ríos até confirmarem "100%" que se tratava do comandante e membro do secretariado das Farc.

Ivan Ríos foi membro da equipe negociadora em um "comitê temático" durante os fracassados diálogos de paz entre as Farc e o governo do então presidente Andrés Pastrana, que foram feitas entre janeiro de 1999 e fevereiro de 2002 no sul do país.

EFE
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