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Uribe, Correa e Chávez põem fim à crise diplomática

07 de março de 2008 18h13 atualizado às 21h29

Hugo Chávez (dir.) e Álvaro Uribe (esq.) apertam as mãos observados por Leonel Fernandez, em Santo Domingo . Foto: AFP

Hugo Chávez (dir.) e Álvaro Uribe (esq.) apertam as mãos observados por Leonel Fernandez, em Santo Domingo
Foto: AFP

O presidente do Equador, Rafael Correa, e seus colegas da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, deram hoje por encerrado o conflito diplomático entre os três países com um aperto de mãos na cúpula do Grupo do Rio, que acontece na República Dominicana.

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Os presentes aplaudiram a reconciliação dos três presidentes, que deu fim à crise iniciada no fim de semana, após militares colombianos terem matado o "número dois" das Farc, Raúl Reyes, em território equatoriano.

Leonel Fernández, presidente dominicano e anfitrião do encontro, foi quem propôs aos três presidentes que se abraçassem num sinal de reconciliação.

Fernández pediu que esse gesto se torne o símbolo final da cúpula do Grupo do Rio realizada em Santo Domingo e que foi centrada na crise diplomática regional, suscitada pela operação militar que tropas colombianas promoveram no sábado passado em solo equatoriano.

Correa destacou que aceitava dar por terminado o conflito com as desculpas explícitas de Uribe e o compromisso que ações como essa não voltarão a se repetir.

Uribe aceitou imediatamente e, com os aplausos de todos os presentes na 20ª cúpula, se dirigiu a Correa para apertar sua mão e reiterar a ele suas desculpas.

Em seguida, o chefe de Estado colombiano abraçou Chávez e deu a mão a seu colega nicaragüense, Daniel Ortega, após concordar que suas diferenças marítimas serão resolvidas também com a mediação do Grupo do Rio se for preciso.

Por causa da incursão militar colombiana do sábado passado em solo equatoriano, na qual foi abatido o "número dois" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Raúl Reyes, o Equador rompeu relações com Bogotá, uma medida que ontem foi imitada pela Nicarágua.

A Venezuela fechou sua embaixada em Bogotá, expulsou o corpo diplomático colombiano de Caracas e militarizou a fronteira com seu país vizinho, para evitar uma eventual operação como a ocorrida no Equador.

EFE
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