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"Esse é o fundo do problema, uma convivência, uma espécie de associação do governo do Equador com a guerrilha para buscar objetivos comuns, o que explica toda essa atitude, esta reação", afirmou o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, falando à rádio RCN.
"Ao invés de manter a atitude inicial, que foi amável, agora reagem violentamente porque acabamos com um aliado, acabamos com um sócio, acabamos com uma pessoa que estava fazendo tratos com eles", acrescentou, aludindo a Reyes, morto no sábado durante uma operação do lado equatoriano da froneira.
No domingo, a Colômbia acusou o presidente equatoriano Rafael Correa de compromissos com as Farc e divulgou documentos nos quais menciona o interesse de Quito em manter relações com os guerrilheiros.
"Isso é muito grave, é o debate que precisamos fazer internacionalmente, porque todos os países estão obrigados a seguir os protocolos frente ao terrorismo. Ninguém pode dar apoio e abrigo a terroristas que estão atacando terceiros países a partir de seus territórios", afirmou o milnistro.
O ministro enfatizou, no entanto, que a Colômbia não vai enviar tropas para a fronteira com a Venezuela e o Equador, que ordenaram a mobilização de seus homens na região.
"Nós temos capacidade para mobilizar nossa gente, mas não vemos qualquer necessidade de fazê-lo. Temos um exército muito bem treinado, muito bem capacitado, mas ele está concentrado em nosso confronto interno".
"Não vemos qualquer necessidade em fazer qualquer tipo de movimento", concluiu.
AFP
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