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"Antecipamos que a Colômbia não violou a soberania, mas agiu de acordo com o princípio de legítima defesa", expressou o Ministério das Relações Exteriores ao responder o governo do Equador, que considerou a operação uma "agressão".
Num comunicado divulgado em Bogotá, a Chancelaria acrescentou que "os terroristas, entre eles Raul Reyes, tinham o costume de matar na Colômbia e de invadir o território dos países vizinhos para se refugiarem".
"A Colômbia sofreu muitas vezes com essas situações que somos obrigados a evitar em defesa dos nossos cidadãos", acrescentou a fonte, que anunciou que responderá em conjunto com o Ministério da Defesa "a nota de protesto da república irmã do Equador".
Ontem, o presidente equatoriano, Rafael Correa, criticou a ação militar da Colômbia em seu território, considerada "a pior agressão" que seu país sofreu por parte do país vizinho.
Por isso, Correa chamou para consultas em Quito seu representante em Bogotá, o embaixador Francisco Suéscum. Reyes, cujo verdadeiro nome era Luis Édgar Devia, morreu na madrugada de sábado em um lugar chamado Santa Rosa, a cerca de 1.800 metros da fronteira sul da Colômbia com o Equador.
O número dois das Farc foi morto junto com Guillermo Enrique Torres (Julián Conrado), um dos ideólogos da organização, e outros 15 rebeldes.
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