Embaixador espera que as Farc busquem conciliação

01 de março de 2008 • 16h55 • atualizado às 17h08

O embaixador da Colômbia em Caracas, Fernando Marín Valencia, qualificou hoje de "êxito" para a política de segurança democrática a morte do porta-voz internacional da guerrilha das Farc, Raúl Reyes. O diplomata assinalou que espera que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entendam que após a morte de seu segundo homem no comando devem buscar o caminho da conciliação com o governo do presidente Álvaro Uribe.

O Ministério da Defesa colombiano anunciou, hoje, que Reyes e pelo menos outros 16 guerrilheiros das Farc morreram em uma operação das forças armadas colombianas em território equatoriano. O governo venezuelano não se pronunciou ainda sobre a morte do segundo homem das Farc, grupo pelo qual o presidente do país, Hugo Chávez, pede reconhecimento de caráter beligerante, sob o argumento de que isso favoreceria o processo de paz na Colômbia.

Também não quiseram se pronunciar os quatro ex-reféns das Farc que permanecem em Caracas desde sua libertação na quarta-feira passada, quando foram entregues pela guerrilha a uma missão do governo venezuelano como gesto de desagrado a Chávez.

Os quatro ex-congressistas libertados pelas Farc: Orlando Beltrán Cuéllar, Jorge Eduardo Gechem, Luis Eladio Pérez e Gloria Polanco de Lozada, se encontram na capital venezuelana para realizar exames médicos, após o qual retornarão a seu país.

A senadora Córdoba, libertada no início do ano, que acompanha os ex-reféns, não quis fazer comentar sobre a morte do líder guerrilheiro.

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