Menina acorda de coma e pode depor contra agressor

29 de fevereiro de 2008 • 07h56 • atualizado às 09h59
Haleigh Poutre entrou em coma há dois anos após agressão
Haleigh Poutre entrou em coma há dois anos após agressão
29 de fevereiro de 2008
AP

Uma jovem americana de 14 anos que foi espancada até entrar em coma, há dois anos, poderá ser a testemunha-chave do julgamento de seu suposto agressor. Haleigh Poutre teria tido "uma recuperação milagrosa" após acordar da condição vegetativa em que ficou durante vários meses, devido a "danos cerebrais irreparáveis" que sofreu com a agressão, afirmou o jornal americano Boston Herald.

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Ainda de acordo com o jornal, o principal acusado no caso é o padrasto da menina, Jason Strickland. Haleigh Poutre foi adotada em 2001 pelos tios Holli e Jason Strickland e em setembro de 2005 foi levada para o hospital inconsciente. O casal foi acusado de envolvimento no caso logo depois, mas meses mais tarde, a mãe adotiva da jovem foi encontrada morta.

Uma semana depois de ser internada, os médicos disseram que Haleigh não sobreviveria e chegaram a cogitar a hipótese de desligar os aparelhos. Na época, o caso casou uma comoção nacional nos Estados Unidos, levantando debates sobre a eutanásia.

Desde janeiro de 2006, no entanto, a menina vinha apresentando melhoras e atualmente respira por si mesma e estaria dando informações à polícia sobre a agressão.

Reabilitação
"Haleigh poderá nos dizer muito em breve o que aconteceu", disse Wendy Murphy, advogado da mãe biológica da menina, em entrevista a uma rádio americana. Murphy disse que a jovem já fala algumas palavras e "poderia depor contra o padastro" no julgamento, marcado para começar no dia 16 de outubro, em Boston, no Estado de Massachusetts.

Na entrevista, Murphy ainda disse que a menina está freqüentando uma escola hospitalar de reabilitação e estaria até usando um computador.

O advogado de defesa, Robert Griffin, disse ao Boston Herald, que o estado mental da menina será "um problema" se a menina for chamada para depor.

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