"O governo de Bush quer forçar o mundo inteiro a agir de acordo com sua vontade", disse ele em uma entrevista à revista alemã Stern. "Este governo caiu nas mãos de extremistas políticos. A América é um perigo para o mundo".
Soros, de 73 anos, foi o responsável pela forte desvalorização da libra em 1992 e, em maio de 2003, alimentou a queda do dólar em relação ao euro, anunciando que venderia bilhetes norte-americanos. Ele disse que viveu em regimes totalitários na Hungria comandados pelos nazistas e pelos comunistas e teme que a administração Bush esteja levando o país nessa direção. "Não estou comparando Bush aos nazistas mas algo, que nunca pensei que fosse possível, está acontecendo neste país: a sociedade aberta está em perigo", disse Soros.
Ele disse que estava alarmado com a forma como o governo estava explorando os temores gerados pelos atentados de 11 de setembro para conseguir seus objetivos. "Diz-se freqüentemente que este terrível ato de terror mudou o mundo", afirmou. "Não, o mundo está mudando pela maneira como o governo Bush está reagindo a este ato de terror, o modo como está explorando isso para limitar as liberdades civis e para dominar o mundo".
Soros reconheceu que suas doações de campanha eram uma gota em um oceano, mas espera que elas ajudem a nivelar a disputa. Bush já recebeu mais de US$ 130 milhões em fundos de campanha e seu objetivo é arrecadar US$ 170 milhões.
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