Vista aérea mostra local do atentado |
As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado ao Fatá, movimento de Yasser Arafat, reivindicaram o atentado suicida. Em uma nota, o grupo garantira ter responsabilidade completa pela ação em Jerusalém e "honram seu executor", Ali Munir Yahara, de 25 anos, do campo de refugiados de Deheisha.
O suicida era policial da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Belém, única cidade cisjordaniana à qual Israel enviou os serviços de segurança em junho de 2003. Em um vídeo divulgado hoje, ele explica que o atentado é executado por causa da incursão militar israelense de ontem no bairro de Zeitun de Gaza na qual morreram oito palestinos, quatro da Jihad Islâmica e o restante de civis.
O ataque, o primeiro em Israel desde 25 de dezembro passado, ocorre no mesmo dia em que se realiza uma troca de prisioneiros entre o Estado judaico e o movimento xiita libanês Hezbolá, previsto para o aeroporto militar de Colônia-Wahn, oeste da Alemanha. De acordo com o que ficou combinado, Israel libertará 400 prisioneiros palestinos esta quinta-feira.
"Este atentado é a razão pela qual Israel constrói uma cerca de segurança, porque é a única maneira de defender-nos", disseram fontes do Escritório do primeiro-ministro em referência ao muro de separação que Israel constrói na Cisjordânia. "Não havia nenhuma ameaça específica, nosso estado de alerta era normal para a situação de conflito (na qual estamos)", ressaltou Levy. No entanto, fontes de imprensa locais informaram que neste momento os órgãos de segurança israelenses têm 55 alertas gerais de atentados.
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