inclusão de arquivo javascript

 
 

EUA: míssil americano atinge satélite com sucesso

21 de fevereiro de 2008 02h20 atualizado às 08h06

Um míssil disparado de um navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos atingiu com sucesso um satélite espião danificado a 247 km da Terra, em uma tentativa de explodir seu tanque com combustível tóxico, informou o Pentágono na quarta-feira.

» Veja fotos do míssil
» EUA dispara míssil contra satélite

Ainda não se sabe se o tanque foi destruído na operação sobre o oceano Pacífico, disse o Pentágono em nota. Mas uma fonte militar de alto escalão afirmou que, ao que tudo indicada, o objetivo teria sido cumprido.

Segundo Washington, sua meta é impedir que o material possa prejudicar seres humanos, mas a Rússia e a China já expressaram preocupação. Moscou chegou a sugerir que a operação poderia ser usada como fachada para o teste de uma nova arma espacial.

O míssil SM-3 foi lançado do USS Lake Erie no Pacífico por volta de 0h26 (de quinta-feira, pelo horário de Brasília). "Confirmação de que o tanque de combustível foi fragmentado deverá estar disponível dentro de 24 horas", disse a nota do Pentágono.

De acordo com a fonte militar, o míssil atingiu o satélite cerca de três minutos depois do lançamento. Alguns especialistas espaciais questionaram a justificativa do Pentágono para a missão, afirmando que as chances de qualquer parte do satélite causar danos é extremamente remota.

Alguns países, como a Rússia, deixaram clara a sua preocupação por esta operação por considerá-la um teste antimísseis. Na semana passada, o Ministério da Defesa da Rússia insistiu que "nas explicações americanas, não há argumentos suficientes que justifiquem a decisão de derrubar um satélite em órbita descendente com sistemas antimísseis".

Autoridades do Pentágono negam que teriam destruído o satélite para impedir que peças confidenciais da estrutura caíssem nas mãos de forças rivais. Maiores informações sobre a operação serão dadas pelo Pentágono durante uma entrevista coletiva às 9h (horário de Brasília) desta quinta.

A operação para destruir o satélite foi avaliada em um custo de entre US$ 40 e 60 milhões e foram utilizados mísseis SM 3, cujo software foi modificado para "reconhecer o satélite".

Reuters
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.