Kosovares estão prestes a realizar o sonho de independência |
» Ministro confirma independência
Nenhum líder político confirmou até agora a data ou os horários mencionados, diante do temor de que haja incidentes, principalmente nos enclaves sérvios da província. Segundo o jornal Express, Thaçi, o presidente kosovar, Fatmir Sejdiu, e o líder do Parlamento kosovar, Jakup Krasniqi, falarão à imprensa às 14h de Brasília do domingo. Meia hora depois, os três principais líderes do Kosovo participarão de um ato em uma praça no centro de Pristina, seguido por um concerto da Orquestra Filarmônica do Kosovo, quando será tocado o Hino Europeu.
A partir das 18h50 de Brasília, Sejdiu e Thaçi se dirigirão aos cidadãos do Kosovo, em discursos separados. Segundo o programa oficial, os festejos de independência da província se estenderão até a meia-noite de amanhã, a partir de quando Pristina espera receber os primeiros reconhecimentos diplomáticos por parte dos Estados Unidos e de vários países europeus.
Enquanto isso, os sérvios do Kosovo preparam manifestações contra a independência na segunda-feira, segundo Marko Jaksic, chefe dos municípios de maioria sérvia no Kosovo. Thaçi prometeu, na sexta-feira, que o Kosovo independente respeitará os direitos de todas as minorias, incluindo os sérvios.
Vários ministros e deputados sérvios viajarão amanhã ao Kosovo para se reunir com líderes sérvios locais e expressar mais uma vez sua rejeição à independência kosovar, considerada ilegal por eles, de acordo com o direito internacional. Enquanto isso, os países da União Européia deram hoje sinal verde para o início de sua missão civil no Kosovo, com a qual pretendem contribuir para a estabilização do território.
Nenhum país rompeu o "procedimento de silêncio" - que terminava na madrugada de hoje - aberto para a aprovação tática do plano operacional da missão, cujas primeiras equipes de observação chegarão ao Kosovo a partir deste sábado. A missão Eulex Kosovo é a operação civil mais importante das realizadas até agora pela UE, como parte da Política Européia de Segurança e Defesa (PESD).
Cerca de dois mil especialistas, entre policiais, juízes, promotores e agentes alfandegários ficarão no Kosovo até junho, com o mandato para assessorar as autoridades kosovares na construção de um país "democrático, estável e multiétnico".
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