Mãe de Ingrid pede ao Papa que ore pelos reféns

06 de fevereiro de 2008 • 11h48 • atualizado às 12h45
Yolanda Pulecio, mãe da política franco-colombiana Ingrid Betancourt, olha para o papa Bento XVI
Yolanda Pulecio, mãe da política franco-colombiana Ingrid Betancourt, olha para o papa Bento XVI
06 de fevereiro de 2008
AP

Yolanda Pulecio, mãe da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc desde 2002, pediu nesta quarta-feira ao papa Bento XVI que ore pela libertação de todos os seqüestrados na Colômbia. "Pedi a Sua Santidade que por favor reze muito por minha filha, porque sua vida está em perigo, não só pelas condições em que está, e sim pelas operações militares que continuam sendo feitas na Colômbia. Pedi não só por Ingrid, e sim por todos os seqüestrados", declarou Pulecio.

O pedido da mãe de Ingrid Betancourt ao Papa foi feito ao término da audiência geral desta quarta-feira que é realizada na sala Paulo VI do Vaticano. Pulecio, que assistiu à audiência na primeira fila, conversou durante alguns minutos com o pontífice durante a saudação que o líder da Igreja Católica faz às diferentes delegações presentes.

"Estava muito emocionada. Quase não podia conter as lágrimas. Apenas disse a ele que 'sou a mãe de Ingrid Betancourt', o Papa me disse: 'Rezo muito por essa menina, sei das condições em que está, uma situação tão difícil'", contou.

A mãe da ex-candidata presidencial colombiana, que permanecerá na Itália até 15 de fevereiro, lançou na véspera junto com o prefeito de Roma, Walter Veltroni, uma campanha pela libertação de sua filha e das cerca de 700 pessoas que se encontram seqüestradas na Colômbia.

Farão parte da campanha jogadores famosos do Campeonato Italiano de futebol, aos quais pedirá que nos próximos dias 23 e 24 de fevereiro joguem com camisas com pedidos pela libertação de Ingrid. "Vim aqui pedir que a guerrilha liberte todos os seqüestrados, somente com essa idéia podemos conceber a possibilidade de que (as Farc) sejam retiradas, pelo menos por um tempo, da lista de terroristas, para que possam trabalhar em um plano diferente, mantendo suas idéias políticas, mas democraticamente. Peço isso para a Colômbia", disse Yolanda Pulecio.

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