Blair acredita na reconciliação do Iraque

14 de dezembro de 2003 • 13h13 • atualizado às 14h41
O primeiro ministro britânico, Tony Blair, afirmou, após a prisão de Saddam Hussein, que o ex-ditador não retornará mais ao poder. Foto: AP
O primeiro ministro britânico, Tony Blair, afirmou, após a prisão de Saddam Hussein, que o ex-ditador não retornará mais ao poder.
14 de dezembro de 2003
Foto: AP

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, expressou hoje em declaração pela televisão que a captura do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein deve ajudar na "reconciliação" do país árabe, pois significa um novo começo.

"Saddam foi deposto do poder e não vai voltar. Os iraquianos sabem disso e eles é que decidirão sua sorte", afirmou em Downing Street o primeiro-ministro, que disse que a coalizão anglo-americana precisa de um Iraque estável.

"Podemos deixar o passado para trás. Enquanto seu regime significava terror, divisão e brutalidade, vamos permitir agora que sua captura traga unidade, reconciliação e paz para toda a população do Iraque", disse Blair em declaração institucional.

Blair foi hoje o primeiro líder político da coalizão anglo-americana que invadiu Iraque a confirmar a detenção de Saddam, realizada ontem à noite por tropas americanas perto de Tikrit, a cidade natal do ex-ditador.

Após emitir comunicado escrito hoje de manhã, o chefe do Governo britânico falou pela televisão no início da tarde para afirmar que agora os iraquianos é que devem decidir sobre o futuro de seu país.

Blair disse aos que apóiam a resistência contra as forças de ocupação -"uma pequena minoria", afirmou-, que a captura de Saddam demonstrou que seus esforços são "inúteis".

O primeiro-ministro fez esta declaração em Downing Street, aonde voltou na manhã de hoje, proveniente de sua residência de campo de Chequers, na qual recebeu a confirmação da captura do ex-líder iraquiano. "A população iraquiana que foi reduzida à pobreza e à penúria por parte de Saddam e de seus filhos não deseja nada mais do que viver em paz, desenvolver a riqueza de sua nação e ter liberdade onde antes havia ditadura".

"Estamos do mesmo lado", disse o primeiro-ministro do Reino Unido, em referência à coalizão anglo-americana.

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