Bento XVI pede cuidado com a vida

03 de fevereiro de 2008 • 22h37 • atualizado às 22h50

O papa Bento XVI pediu hoje que se respeite, cuide e promova a vida, "especialmente quando é mais frágil", desde o momento da concepção até a morte natural.

O pontífice fez as afirmações perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para o Ângelus, no qual disse que "a civilização de um povo se mede por sua capacidade de servir a vida".

"Todos temos o compromisso de acolher a vida humana como um dom que deve ser respeitado, tutelado e promovido, ainda mais quando é frágil e precisa de atenções e cuidados, desde antes do nascimento até sua fase terminal", afirmou o Bispo de Roma.

No dia no qual a Igreja Católica italiana celebra a Jornada pela Vida, o Papa expressou sua solidariedade para com os fiéis "que com cansaço, mas com alegria, sem clamor e com grande dedicação, ajudam aos parentes idosos ou deficientes físicos".

Também destacou o trabalho daqueles que dedicam parte de seu tempo a ajudar às pessoas de todas as idades, "às quais a vida colocou à dura prova em tantas e diferentes formas de pobreza".

Bento XVI falou ainda sobre as famílias, afirmando que nelas se aprende "o sentido da convivência civil e os valores humanos".O papa incentivou os pais a "descobrir" a grandeza e a beleza da missão educativa e, apesar de reconhecer que educar "é muito trabalhoso", disse que é muito "estimulante".

Bento XVI informou que na quarta-feira irá, como é tradição, à basílica de Santa Sabina, em Roma, para o ritual da imposição das cinzas, que abre a Quaresma, período o qual defendeu que seja um tempo de conversão para todos os cristãos.

Após o Ângelus, Bento XVI fez um apelo para que se coloquem fim aos seqüestros na Colômbia, "se acabe com esse sofrimento desumano e se encontrem caminhos de reconciliação".

"Não deixo de elevar ferventes súplicas a Deus pela Colômbia, onde, há muito tempo, muitos filhos e filhas desse amado país sofrem da extorsão, do seqüestro e da perda violenta de seus entes queridos", disse o papa em espanhol.

Ele afirmou que pede a Deus "que se acabe definitivamente com o sofrimento desumano" e se encontrem "caminhos de reconciliação", respeito mútuo e concordância sincera, "restaurando assim a fraternidade e a solidariedade, que são as bases sólidas para conseguir o justo progresso e construir uma paz estável".

Bento XVI também defendeu hoje a reconciliação, a Justiça e a paz no Quênia e se mostrou favorável a uma "rápida" solução do conflito "que deixou já muitos mortos".

O papa destacou ainda que "a maldade parece não conhecer limites" no Iraque e fez um novo apelo em favor da paz nesse país. "A maldade, com sua carga de dor, parece não conhecer limites no Iraque, como nos contam as tristíssimas notícias destes dias", disse o pontífice, que novamente "elevou" sua voz "em favor desse povo tão duramente golpeado e para ele invoco a paz de Deus".

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