Advogado venezuelano do escândalo da mala declara-se culpado

25 de janeiro de 2008 • 15h31 • atualizado às 19h33

O advogado venezuelano Moisés Maiónica, acusado de ter viajado a Miami por ordem do governo Hugo Chávez para ocultar o escândalo do envio clandestino de dinheiro, supostamente para a recente campanha presidencial argentina, declarou-se culpado nesta sexta-feira, informou a justiça americana.

"Segundo a acusação e a declaração de Maiónica à corte, os acusados coordenaram e participaram de uma série de encontros" com o empresário americano-venezolano Guido Antonini Wilson para que ele escondesse a origem e o destino de 800 mil dólares enviados da Venezuela para a Argentina, segundo a procuradoria federal.

Antonini Wilson foi o encarregado de levar de Caracas a Buenos Aires a maleta com o dinheiro, em um vôo fretado por uma empresa pública argentina de energia. O montante foi confiscado pelas autoridades aduaneiras no momento de sua chegada a Buenos Aires, mas o empresário não foi detido, nem interrogado na hora, apenas voltou a Miami onde reside.

Outros três detidos no caso, os empresários venezuelanos Carlos Kauffmann e Franklin Durán, e o uruguaio Rodolfo Wanseele Paciello, se declararam inocentes antes do início do julgamento, previsto para 17 de março.

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