Filho de Betancourt pede pressão sobre as Farc

06 de janeiro de 2008 • 12h03 • atualizado às 12h11

Lorenzo Delloye, filho da ex-candidata à Ppesidência Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acredita que a comunidade internacional deve "pressionar" a guerrilha e o governo colombiano para que cheguem a "um acordo humanitário" que permita "a libertação dos reféns".

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Numa entrevista ao jornal italiano La Repubblica, Lorenzo diz que sua família não quer de modo algum uma intervenção militar.

"Não queremos encontrar cadáveres, mas reféns vivos", acrescenta.

Sobre o menino Emmanuel, filho da também refém Clara Rojas e que as Farc prometeram libertar, embora estivesse num orfanato, disse que se sentiu "enganado", pois os guerrilheiros "mentiram e não devem voltar a fazê-lo".

O filho da ex-candidata à Presidência da Colômbia disse que ele e sua família "nunca confiaram nas Farc, nem por um segundo".

Porém, se perguntou: "Que outra coisa podemos fazer? Não temos outra escolha a não ser confiar na negociação".

Quanto à mediação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e à possibilidade de ele ainda poder fazer algo pela libertação dos reféns, Lorenzo, de 19 anos, disse que o chefe de Estado venezuelano, "no fundo, é sério, apesar de ter errado em alguma coisa".

O filho de Ingrid também acha que Chávez "deve continuar atuando e pedindo a libertação dos reféns".

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