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"Não podíamos atuar aqui de maneira secreta. Esse era um assunto que comprometia o Estado colombiano", disse Restrepo a emissoras de rádio. Restrepo afirmou que nenhuma "outra explicação pode existir para o fato de as Farc não terem cumprido (com o cronograma de libertação), pois talvez tentassem recuperar a criança para poderem fazer a entrega conjunta de todos os seqüestrados".
O comissário considerou como "uma hipótese muito sólida" a de que a criança Juan David Gómez Tapiero, sob cuidados do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF), seja o mesmo menino que nasceu em cativeiro há mais de três anos fruto de uma relação entre Rojas e um guerrilheiro.
As Farc anunciaram em 18 de dezembro a libertação de Rojas, de seu filho Emmanuel e da ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo, como um gesto de reparação ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, depois que o governo de Bogotá cancelou sua mediação em favor de uma troca entre reféns e rebeldes presos.
"Desde as primeiras horas da manhã de ontem já tínhamos sido informados pelo governo venezuelano de que as Farc diziam que não poderia ocorrer a entrega (de reféns) devido ao aumento das operações militares", disse Restrepo.
Uribe declarou na segunda-feira que os guerrilheiros mentiam com relação às operações, ao assegurar que não havia reporte de combates nessa zona nas duas últimas semanas, e apontou que as Farc não podiam cumprir com a entrega dos reféns porque não tinham em seu poder a criança.
Segundo Uribe, o filho de Clara Rojas estaria em Bogotá, após ser entregue pelas Farc a uma organização de assistência em 2005.
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