Zeeshan Haider
Islamabad
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O Partido do Povo do Paquistão (PPP), pelo qual Benazir iria disputar a eleição, rejeitou as acusações do governo de que ela foi morta pela rede Al-Qaeda. Segundo o partido, o problemático governo do presidente Pervez Musharraf está tentando acobertar seu fracasso em protegê-la.
Sem a carismática Benazir, o partido está desordenado. Um dos filhos da ex-primeira ministra, Bilawal, 19 anos, estudante de Direito na universidade britânica de Oxford, vai ler o testamento dela neste domingo, mas ele é visto como jovem demais para liderar a dinastia cuja história está entrelaçada com a do Paquistão.
A escolha do sucessor ficará entre o marido da ex-primeira ministra, Asif Ali Zardani, e o principal aliado dela, Makhdoom Amin Fahim. "Todo mundo no partido sabe que eles têm de se manter agarrados ao legado de Bhutto. Sem esse legado, eles não são nada", disse Najam Sethi, editor do Daily Times.
A liderança do partido, cujo encontro deve ser realizado na cidade natal dela, Naudero, no sul do Paquistão, também tem de decidir se disputa a eleição, se ela for realizada. O partido do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif informou que boicotará a votação e está tentando convencer o PPP a fazer o mesmo. Até o momento, o governo não anunciou nenhuma decisão de suspender ou adiar a eleição, mas a Comissão Eleitoral diz estar planejando uma reunião de emergência na segunda-feira.
Embora o presidente dos EUA, George W. Bush, tenha exortado os paquistaneses a manterem a eleição, um porta-voz da Casa Branca disse que cabe às autoridades paquistanesas determinar o momento.
Washington encorajou Benazir, uma política relativamente liberal para os padrões paquistaneses e uma opositora da militância islâmica. Ela retornou em outubro ao país do exílio que se impôs, na esperança de se tornar primeira-ministra pela terceira vez.
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