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Paquistão: ataque mata ex-premiê Benazir Bhutto

27 de dezembro de 2007 11h36 atualizado às 17h18

A líder oposicionista paquistanesa Benazir Bhutto morreu hoje após um ataque suicida durante um comício na cidade de Rawalpindi. Além de Bhutto, outras 16 pessoas teriam morrido na explosão, nos subúrbios da capital do país, Islamabad. Anteriormente, foi informado que os mortos poderiam chegar a 25, mas o governo não confirmou esse número.

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» Bhutto sobreviveu a ataque em outubro
» Conheça a trajetória de Benazir Bhutto

A polícia do Paquistão confirmou que Bhutto foi baleada no pescoço pelo autor do atentado antes que ele detonasse sua bomba. Ela morreu no hospital. "O atacante disparou e depois se explodiu", afirmou uma das fontes policiais.

No momento em que a morte de Buttho foi confirmada, partidários que aguardavam em frente ao hospital gritavam "cachorro". Alguns quebraram a porta de vidro da unidade de emergência, enquanto outros começaram a chorar. "Ela foi martirizada", chegou a dizer o representante partidário Rehman Malik.

Trajetória
Bhutto foi duas vezes primeira-ministra do Paquistão. Aos 35 anos, ela foi a primeira mulher e a mais nova a ocupar um cargo de chefia no Estado mulçumano moderno. Benazir nasceu em 21 de junho de 1953, em Karachi.

Benazir se tornou chefe do governo do Paquistão após assumir o cargo político de seu pai, Zulfikar Ali Bhutto. Ele foi primeiro-ministro na década de 1970 e foi executado pelo ditador general Zia ul Haq.

Premiê em 1988 e 1993, Benazir acabou deixando o Paquistão anos depois em meio a acusações de corrupção. Em outubro deste ano, ela voltou ao país após oito anos de auto-exílio.

Atentado em outubro
Bhutto sobreviveu a um ataque em 18 de outubro, quando dois homens-bomba mataram 139 pessoas em uma gigantesca passeata de simpatizantes que celebravam, em Karachi, o retorno da ex-premiê após seis anos de exílio.

Na ocasião, ela escapou ilesa porque estava dentro de um caminhão blindado à frente do cortejo.

Em outro incidente, quatro pessoas morreram, também em Islamabad, em tiroteios durante um comício do ex-premiê Nawaz Sharif, outro líder da oposição, a duas semanas das eleições legislativas e provinciais no Paquistão.

O incidente aconteceu em um subúrbio da capital, quando militantes do partido de Sharif preparavam bandeiras antes da chegada de seu líder e uma briga teve início. Na quarta-feira, o presidente paquistanês afirmou ao colega afegão, Hamid Karzai, que visitava Islamabad, que o terrorismo islâmico está "destruindo" os dois países.

Com agências internacionais

Redação Terra