Famílias dos reféns das Farc aceitam propostas de Chávez

26 de dezembro de 2007 • 17h38 • atualizado às 18h51

As famílias dos três reféns, com a libertação anunciada pelas Farc para breve, disseram, nesta quarta-feira, estarem "satisfeitas" com as modalidades de libertação propostas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

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"Esta iniciativa me parece perfeita. É uma excelente proposta", declarou aos jornalistas Ivan Rojas, irmão da refém Clara Rojas, ex-colaboradora da candidata à presidência de origem franco-colombiana Ingrid Betancourt.

Patricia Perdomo, filha da ex-parlamentar colombiana Consuelo González, feita refém em setembro de 2001, também se declarou "feliz" com as declarações de Chávez.

"Estamos felizes, porque vamos ter três pessoas livres e todos os reféns, se Deus quiser", afirmou a jovem, em uma entrevista coletiva, em Bogotá.

A filha da senadora Consuelo disse estar "convencida" de que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, autorizaria a operação organizada pelo presidente Chávez.

No dia 18 de dezembro, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram libertar, em breve, três reféns: Clara Rojas, seqüestrada com Ingrid Betancourt em 23 de fevereiro de 2002; seu filho de 3 anos, Emmanuel, nascido em cativeiro; e Consuelo González.

Segundo as Farc, trata-se de "um gesto de reconhecimento", sobretudo, em relação a Chávez, ex-mediador no caso dos reféns, cuja missão foi abortada por Uribe, de maneira inesperada, no final de novembro.

Rejeitando o recurso a uma "opção clandestina", Hugo Chávez declarou, nesta quarta, que falta apenas o sinal verde do governo colombiano para que os três reféns sejam soltos.

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