Chávez em entrevista no palácio governamental em Caracas |
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"O primeiro passo é entregar um comunicado ao Ministério das Relações Exteriores da Colômbia. Depois da resposta, temos aeronaves dispostas em pontos estratégicos para voar da Venezuela a um ponto da Colômbia", disse o presidente venezuelano em entrevista no Palácio Miraflores. "Neste momento, nosso vice-chanceler para a América Latina, Rodolfo Sanz, deve estar chegando à Chancelaria em Bogotá para entregar este documento. O único que falta é a autorização do governo da Colômbia para que comece a operação humanitária", completou.
Segundo Chávez, há aviões e helicópteros equipados e prontos em aeroportos próximos da fronteira. As aeronaves serão identificadas com o símbolo da Cruz Vermelha. "Os helicópteros terão tanques extras, para evitar paradas e riscos", disse. "A direção dos helicópteros que saiam da Venezuela ao ponto de resgate ninguém saberá até a decolagem, nem os pilotos. É uma exigência das Farc", explicou ele. O presidente venezuelano reforçou que quer realizar a operação da forma mais segura, sem riscos.
"Estas três pessoas que serão libertadas não devem estar muito longe. Me perguntavam com quem estaria, se seria com o governo venezuelano, mas impossível, estão com Farc. Não sei a que distância estão de Villalicencio. Estão em uma situação difícil. Por isso que necessitamos dos helicópteros", explicou Chávez.
Ajuda do Brasil
Chávez disse ainda que conversou por telefone na noite de terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ofereceu a colaboração do Brasil no processo por meio do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
Ingrid Betancourt
Ao ser questionado por um jornalista francês sobre como e quando ocorreria a libertação de Ingrid Betancourt, que não está neste primeiro grupo a ser libertado, Chávez lembrou que sua negociação com Farc foi interrompida oficialmente pelo governo colombiano.
"Já comentei, esta libertação unilateral nos enche de esperança para que, logo, mais tarde, sejam libertados todos. Eles (Farc) têm condições, que já conhecemos. Não quero nem falar do tema, porque me dói muito quando conversamos com Sarkozy, em Paris, estávamos muito otimistas, pois estávamos achando que seria possível, se poderiam liberar não três, mas todos, incluindo os três gringos ou três norte-americanos. Mas vocês sabem o qque ocorreu, lamentavelmente, pressões incríveis e intrigas", afirmou.
O presidente venezuelano ainda fez um apelo para que o governo colombiano entenda as condições para que "Clara, Emmanuel e Consuelo possam estar em suas casas, com suas famílias, para celebrar a chegada do novo ano".
Redação Terra