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Quênia enfrenta pior praga de gafanhotos de sua história

19 de dezembro de 2007 16h34 atualizado às 16h56

O norte do Quênia sofre aquela que pode ser a pior praga de gafanhotos de sua história, confirmaram hoje fontes oficiais.

O Governo reforçou as medidas para combater a praga, que teve origem no Iêmen e já devastou muitas colheitas e arruinou vários agricultores, indica um comunicado do Ministério da Agricultura queniano.

Apesar de os gafanhotos adultos se dirigirem ao sul da Etiópia, deixaram em sua passagem milhões de larvas que já devoraram mais de 16 quilômetros de comprimento no distrito de Moyale, na fronteira com o país vizinho, acrescenta o comunicado.

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) ressalta o perigo da praga que se estendeu a outros distritos do noroeste do Quênia e ameaça seriamente a região etíope de Ogaden.

A densidade das larvas é de dois mil por metro quadrado e a Organização para o Controle de Gafanhotos do Deserto no leste da África (DLCO-EA), com sede em Nairóbi, multiplicou desde o dia 6 de dezembro suas operações por meio do uso em massa de inseticidas.

Ng''etich, uma autoridade do Ministério da Agricultura, afirmou que a situação é grave, mas "não incontrolável", e acrescentou que "não foram encontradas larvas ao sul do distrito de Moyale".

Os gafanhotos também invadiram a Somália, onde "é impossível fazer operações de limpeza devido à falta de meios e à guerra civil no país", concluiu Ng''etich.

A FAO diz que a praga pode causar danos irreversíveis em Ogaden antes de os gafanhotos irem ao Sudão, o maior país da África e que também faz fronteira com o Quênia.

Em 2004, milhões de gafanhotos gigantes entraram no país pela Mauritânia, no noroeste africano, causando grandes prejuízos e destruindo muitas colheitas, na considerada a praga registrada nos últimos quinze anos.

Na ocasião, a comunidade internacional precisou doar mais de US$ 220 milhões de dólares para ajudar a limpar os campos e reconstruir infra-estruturas.

EFE
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