Mãe processa hospital por desligar aparelhos de filha em coma

17 de dezembro de 2007 • 12h02 • atualizado às 12h15
A avó com o neto, nascido durante o coma de Tara Foto: AP
A avó com o neto, nascido durante o coma de Tara
17 de dezembro de 2007
Foto: AP

A Corte Estadual de Apelações da Geórgia, nos Estados Unidos, sentenciou que cabe à família decidir se os aparelhos de pessoas com morte cerebral serão ou não desligados. Além disso, autorizou a mãe de uma jovem que teve os aparelhos que a mantinham viva desligados por decisão médica, a processar o hospital, mais de dois anos após a morte, embora normalmente este prazo expire em dois anos.

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Tara Hawkins, 18 anos, que estava em coma depois de uma agressão, teve os aparelhos desligados logo depois de dar à luz um bebê prematuro há cerca de três anos.

A mãe da jovem, Nonnie Hawkins, afirma que não deu permissão aos médicos para que desligassem os aparelhos, apesar deles lhe dizerem que sua filha havia tido morte cerebral.

Durante 16 semanas, Tara permaneceu hospitalizada, enquanto seu filho crescia dentro de seu ventre. Médicos tentaram persuadir a mãe a interromper a gravidez, advertindo-lhe de que Emmanuel poderia nascer deformado ou morto.

Brincando com o neto Emmanuel, hoje com 3 anos, Nonnie diz que aguardou 114 dias para que sua filha desse à luz o neto espontaneamente no Centro Médico DeKalb. "Eu me senti impotente", disse a mãe. "É como assistir a alguém matar seu filho e não haver nada que você possa fazer em relação a isso", completou.

Redação Terra
 
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