A Coalizão da Cidade de Nova York Contra a Fome afirma que o número de pessoas nas filas em locais e abrigos que distribuem comida gratuita aumentou em 20% neste ano.
Vários armazéns do chamado Food Bank, uma rede que distribui doações de alimentos em Nova York, também estão tendo dificuldade para suprir a demanda.
A ONG responsabiliza o aumento da pobreza e os cortes do governo em programas de alimentação no país pela situação.
"A pesquisa deste ano sobre os armazéns e pontos de distribuição de sopa mostra que mais famílias de trabalhadores, crianças e idosos estão sendo obrigados a buscar ajuda alimentar de emergência", afirmou o diretor executivo da coalizão, Joel Berg.
"Como a fome continuou a aumentar na cidade, mesmo quando a economia estava mais forte, no ano passado, é fácil entender porque agora, com a economia enfraquecendo, as filas nas dispensas e cozinhas públicas estão ficando ainda piores." Alguns distribuidores disseram que não poderiam entregar porções de peru, o tradicional prato do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, nesta quinta-feira, porque a ajuda do governo federal foi cortada em três quartos.
O Food Bank, que distribui comida para cerca de mil armazéns, afirma que suas prateleiras estão pela metade, em comparação com os níveis normais.
De acordo com a pesquisa, 59% dos programas de alimentação em Nova York, em comparação com 48%, no ano passado, disseram não ter recursos suficientes para suprir a demanda.
O Departamento de Agricultura americano afirma que 12,6 milhões de famílias em todo o país, ou mais de 30 milhões de pessoas - 10% da população - mão teve comida suficiente em casa em algum momento em 2006.

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