Cháves esteve hoje em Paris, onde se reuniu com Nicolas Sarkozy |
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"Vou passar raspando no La Zarzuela, bem baixinho. Espero que eles não atirem em mim", brincou Chávez numa entrevista à imprensa.
Ao responder a uma pergunta da imprensa espanhola, depois de seu almoço com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, Chávez comentou novamente o famoso incidente com o rei Juan Carlos durante a conferência Ibero-americana de Santiago, Chile.
"Se o rei quiser que a história pare por aqui, que peça desculpas, que desça de seu trono e admita que errou", declarou.
"Pedir desculpas é o mínimo que ele pode fazer, como qualquer ser humano. Que admita que se equivocou, que gritou para um chefe de Estado. Isso nunca se viu", prosseguiu.
"Não somos súditos do rei da Espanha. Fomos há muito tempo, e agora somos livres", finalizou.
Pouco antes, ao sair da reunião com Sarkozy, Chávez afirmou que se o monarca admitisse seu erro, daria o incidente como "encerrado".
"Este humilde senhor que está aqui é amigo da Espanha. Amo a Espanha. Não tenho nenhum problema com a Espanha nem com o povo espanhol", disse Chávez.
"O mínimo que pode fazer o rei, que é, acredito eu, um homem sério, é pedir desculpas e admitir que perdeu as estribeiras", insistiu.
"Quem manda um chefe de Estado se calar? Ninguém", afirmou.
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