Imigrante ilegal se torna agente e engana CIA e FBI

14 de novembro de 2007 • 10h42 • atualizado às 11h18
Nada Prouty deixa o local do julgamento, em Michigan Foto: AP
Nada Prouty deixa o local do julgamento, em Michigan
14 de novembro de 2007
Foto: AP

Uma libanesa que trabalhou para as agências de inteligência dos Estados Unidos CIA e FBI admitiu nesta terça-feira ter utilizado computadores do governo americano para obter informações sobre o grupo Hezbollah. Ela também assumiu que obteve de maneira ilegal a cidadania americana, segundo o departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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As acusações assumidas por Nada Prouty, 37 anos, em Michigan (EUA), podem resultar em pena de até dez anos de prisão, multa e perda da cidadania.

Não foi considerada a possibilidade de Prouty ter ligação com o Hezbollah, nem as autoridades analisam o caso como um ato de terrorismo.

A libanesa chegou aos Estados Unidos em 1989 e realizou um falso casamento no ano seguinte, a fim de permanecer no país. Em 1994 ela conquistou a cidadania americana.

Em 1999 Prouty começou a trabalhar no FBI, investigando crimes cometidos contra americanos fora do país. Em 2003, ela ingressou na CIA, função a qual renunciou na semana passada. O departamento de Justiça afirmou que o inquérito continua e que Prouty concordou em colaborar com a CIA.

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