Espanha: policiais posam seminus para calendário

13 de novembro de 2007 • 16h20 • atualizado em 14 de novembro de 2007 às 09h07
O calendário dos policiais custa 7 euros Foto: Divulgação
O calendário dos policiais custa 7 euros
13 de novembro de 2007
Foto: Divulgação

Os policiais do município de Pinto, na região metropolitana de Madri, na Espanha, resolveram posar seminus para um calendário, cuja venda será revertida para instituições de caridade. As doze fotos sensuais mostram os policiais usando acessórios do cotidiano, como armas e coturnos. Além de ajudar aos menos favorecidos, eles querem desfazer a imagem negativa que a população tem da instituição.

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A idéia partiu de Arturo López, agente da polícia há menos de três anos, que trabalhou sete como fotógrafo. Ele conseguiu convencer as mais altas autoridades da instituição e a prefeitura da cidade, de 40 mil habitantes. Mas o mais difícil foi conquistar a adesão dos colegas.

"Fui convencendo um por um e cheguei a 11 voluntários - um modelo para cada mês e uma foto do grupo completo para completar o calendário", disse. São policiais que têm entre 24 e 34 anos e posaram pela primeira vez. As imagens exploraram o porte atlético dos profissionais.

López só lamenta o fato de nenhuma das cinco mulheres da corporação ter aceitado posar para as fotos. "Eu queria um calendário misto, mas elas tiveram medo do que diriam por aí", afirmou.

O calendário custa 7 euros (cerca de R$ 17,50) e foi distribuído em mais de 50 estabelecimentos de Pinto, como cabeleireiros, academias de ginástica e padarias. Os policiais fizeram uma tiragem de 2 mil exemplares. Desses, mais de mil já foram vendidos.

Graças à ajuda dos patrocinadores, os custos do calendário foram cobertos. Todo o dinheiro arrecadado com as vendas será repassado para uma organização de luta contra o câncer e outra contra a violência de gênero. Desde então, os policiais passaram a ser recebidos com brincadeiras pela população e o assédio feminino aumentou. "As mulheres começam a rir quando algum de nós se aproxima", lembrou López.

Redação Terra
 
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