| Mundo |
| Últimas notícias |
| Fotos |
| Vídeos |
| América Latina |
| Ásia |
| EUA |
| Eleições nos EUA |
| Europa |
| Oriente Médio |
| Jornais |
| Terra TV Mundo |
O Governo espanhol afirmou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem interesse em manter a troca de acusações com a Espanha, depois que o rei Juan Carlos mandou que ele se calasse durante a 17ª Cúpula Ibero-Americana de Santiago do Chile.
O ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse hoje que Chávez acredita que a polêmica beneficia seus interesses e que, por isso, pretende continuar com "este jogo", de vincular as autoridades espanholas ao golpe de Estado que sofreu em 2002.
Em entrevista coletiva, Rubalcaba lamentou que o presidente venezuelano "continue com isso" depois do incidente no encerramento da cúpula de Santiago do Chile, quando o rei da Espanha mandou que ele se calasse quando tentava interromper o discurso do chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.
Zapatero pedia respeito ao ex-presidente José María Aznar, chamado por Chávez de "fascista" e acusado de ter ligação com o golpe de Estado na Venezuela.
O ministro acrescentou que o Governo da Espanha deseja ter boas relações com a Venezuela, mas disse que, para que isso seja possível, o "razoável" é que Chávez respeite o rei espanhol, o presidente do Governo e os ex-chefes de Governo.
Nas últimas horas, Chávez insistiu em sua posição e provocou: "Que o rei da Espanha responda. Senhor rei, responda: sabia o senhor do golpe de Estado contra a Venezuela, contra o Governo democrático, legítimo da Venezuela, em 2002?".
Ao se pronunciar a respeito nesta segunda-feira, a secretária de Estado para região ibero-americana, Trinidad Jiménez, disse que o Governo espanhol vai continuar reagindo se o presidente da Venezuela continuar fazendo declarações semelhantes.
Em entrevista à "Televisión Española" (TVE), Jiménez ressaltou que "Chávez não pode continuar fazendo declarações deste tipo" nem "fazer as referências (que fez) ao rei da Espanha".
"O Governo não só reagiu, como, evidentemente, terá que reagir", acrescentou.
Segundo Jiménez, "agora é preciso deixar a diplomacia trabalhar para evitar que uma escalada verbal complique ainda mais a situação".
Por sua vez, o Partido Popular (PP), da oposição, exigiu hoje que o Governo tome uma série de medidas em resposta às "gravíssimas acusações" do presidente da Venezuela contra Juan Carlos e a Espanha, incluindo a convocação do embaixador espanhol na Venezuela para consultas.
O secretário-geral da legenda, Ángel Acebes, pediu ao ministro de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, que convoque o embaixador para formular um "enérgico protesto" contra os "insultos e acusações" feitas aos espanhóis pelo presidente venezuelano.
As empresas espanholas, também acusadas por Chávez de patrocinar o golpe de Estado contra o presidente venezuelano, ficaram do lado do rei e do Governo.
O Conselho Superior de Câmaras de Comércio, Indústria e Navegação da Espanha expressou seu reconhecimento e apoio ao chefe do Estado e ao presidente do Governo por sua "atitude em defesa do respeito, da honestidade e da dignidade das pessoas, instituições, empresas e empresários espanhóis".
Num comunicado, as Câmaras reagiram "aos insultos recebidos por parte de alguns líderes" na Cúpula Ibero-Americana de Santiago do Chile e ratificaram o compromisso das empresas espanholas com o desenvolvimento econômico e social de todos os países ibero-americanos.
Elas reiteraram ainda sua vontade de continuar se aprofundando no "mútuo respeito institucional" e nas condições necessárias de estabilidade política e segurança jurídica, que possibilitem um maior crescimento econômico e maior coesão social de todos os povos que formam a comunidade ibero-americana.
EFE
Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
Busca
Busque outras notícias no Terra: