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"Por que não se cala?", diz rei espanhol a Chávez

10 de novembro de 2007 13h59 atualizado às 15h17

A presidente chilena Michele Bachelet conversa com o rei da Espanha, Juan Carlos, e com líder de Estado da Venezuela, Hugo Chávez . Foto: AP

A presidente chilena Michele Bachelet conversa com o rei da Espanha, Juan Carlos, e com líder de Estado da Venezuela, Hugo Chávez
Foto: AP

O rei Juan Carlos da Espanha perguntou hoje ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "por que não se cala?", no plenário da 17ª Cúpula Ibero-americana de chefes de Estado e de Governo, diante das desqualificações feitas pelo líder venezuelano contra o ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar.

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Chávez, que nesta sexta-feira chamou Aznar de fascista nas sessões da cúpula, insistiu hoje nessas críticas, e afirmou que, em uma conversa particular, o espanhol usou o termo "esses se f..." ao se referir aos países mais pobres do mundo.

Diante dessa intervenção, o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu a palavra para lembrar ao líder venezuelano que estava em uma mesa com Governos democráticos que representam seus cidadãos em uma comunidade ibero-americana que tem como princípio essencial o respeito.

"Pode estar nos antípodas de uma posição ideológica, e não serei eu que estará perto das idéias de Aznar, mas foi eleito pelos espanhóis e exijo esse respeito", disse Zapatero, enquanto Chávez tentava interrompê-lo defendendo seu direito de opinar livremente.

Essa atitude de Chávez provocou a intervenção do rei da Espanha, sentado entre Zapatero e seu ministro de Exteriores, Miguel Ángel Moratinos. Zangado, o rei Juan Carlos apontou o dedo para Chávez e perguntou: "por que não se cala?".

A presidente do Chile e anfitriã da cúpula, Michelle Bachelet, teve que mediar para tentar evitar que a sessão se transformasse em uma troca de acusações, e cedeu novamente a palavra a Zapatero, que insistiu na necessidade de não cair na desqualificação, apesar de se discordar radicalmente das idéias ou comportamentos de outra pessoa.

EFE
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