O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e a líder de Estado chilena, Michele Bachelet acenam para fotógrafos na chegada à cúpula, em Santiago |
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O petróleo tem enfrentado altas nos últimos tempos, chegando a ser comercializado por US$ 100 o barril. "Não podemos vender petróleo aos países mais pobres a US$ 100. E não só aos mais pobres", acrescentou.
Chávez sugeriu ainda que, a exemplo da Petroandina - aliança entre as estatais energéticas da Bolivia, Colômbia, Equador, Perú e Venezuela - Brasil e Venezuela criem uma PetroAmazônia. Ontem, a Petrobras anunciou a descoberta de novas reservas de petróleo e gás na Bacia de Santos. As jazidas são equivalentes às da Venezuela e da Nigéria, e colocam o Brasil entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo.
Chávez citou como exemplo de cooperação seu próprio país, que fornece petróleo à Argentina em troca de tratores, maquinário e "vacas prenhas que produzem muito leite". No caso do Uruguai, a Venezuela recebe softwares e também "vacas que os uruguaios dizem ser melhores que as argentinas". "Para mim são iguais", brincou o presidente venezuelano.
Em outro momento do discurso, comentando o tema central da cúpula deste ano, o presidente venezuelano mencionou as recém descobertas jazidas brasileiras com ironia. "Um caminho pode estar muito bem coesionado de pedras, de asfalto, ou desse petróleo que o Lula acaba de conseguir lá no Brasil. Agora Brasil poderá ingressar na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Lula, se é certo, oxalá, essa grande quantidade de petróleo que conseguiu Petrobras", completou. "Poderá estar muito bem coesionado este caminho, mas esse caminho poderá ser o caminho do inferno".
Chávez discursou por cerca de 25 minutos. Cada presidente inscrito teria cinco minutos para falar. Com os atrasos, o presidente Lula, que apresentaria os principais programas sociais brasileiros, acabou não discursando.
Agência Brasil