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 Ex-ministro da Defesa de Chávez diz que reforma é golpe
05 de novembro de 2007 21h39 atualizado às 22h02

O general Raúl Baduel, ex-ministro da Defesa do presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta segunda-feira que a reforma constitucional será um golpe de Estado se for aprovada no referendo de 2 de dezembro, e pediu aos militares que reflitam sobre a situação.

Baduel disse que se a reforma for aprovada "estará consumado na prática um golpe de Estado, que viola de maneira descarada o texto constitucional e seus mecanismos, introduzindo mudanças de maneira fraudulenta e por procedimentos impróprios, levando o povo como ovelhas ao matadouro".

O general, que não está mais na ativa, pediu "aos profissionais das Forças Armadas para que, como cidadãos e soldados, fiadores da paz, da independência e da soberania nacional, analisem profundamente o texto proposto" e digam aos venezuelanos para votar "não" no referendo.

A reforma constitucional promovida por Chávez prevê a reeleição ilimitada do presidente e a ampliação de seus poderes, dentro de uma série de medidas para consolidar o "socialismo bolivariano" na Venezuela.

O general Baduel foi um dos precursores, ao lado de Chávez, do movimento bolivariano clandestino dentro das Forças Armadas, em 1982. Baduel lembrou que "as Forças Armadas são uma instituição essencialmente profissional, sem militância política, organizada pelo Estado para garantir a independência e a soberania da nação e que está a serviço exclusivo da nação, e não de uma pessoa ou projeto político".

"As Forças Armadas constituem um corpo essencialmente patriótico, popular e antiimperialista organizado pelo Estado para garantir a independência e a soberania da nação, para defendê-la de qualquer ataque, externo ou interno, e estará sempre a serviço do povo venezuelano, na defesa de seus sagrados interesses e contra qualquer oligarquia. Peço aos venezuelanos que votem 'não' no referendo de 2 de dezembro, pois apenas assim poderemos salvar a pátria das nefastas consequências que todos sofreremos se este golpe de Estado for consumado".

AFP
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