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 Suspeito de canibalismo se nega a falar em corte
26 de outubro de 2007 09h22 atualizado às 13h36

José Luis Calva Zepeda compareceu a audiência judicial. Foto: EFE

José Luis Calva Zepeda compareceu a audiência judicial
Foto: EFE

O mexicano que é suspeito de canibalismo e acusado da morte de três mulheres compareceu ontem a audiência judicial na Cidade do México. José Luis Calva Zepeda se reservou o direito de não comentar as acusações feitas formalmente de homicídio qualificado e profanação de cadáver de Alejandra Galeana, sua ex-namorada. "Sim, quero, mas agora não coordeno bem as idéias", disse ele ao juiz Juan Jesús Chavarría Sánchez.

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A sala na corte ficou lotada. Funcionários de outros setores abandonaram suas atividades para ver o suposto canibal, segundo site mexicano Universal. Zepeda vestiu um camisa branca e calças cáqui, o uniforme dos detidos de sua seção. Ao seu advogado, em conversa reservada, ele disse que não havia comido carne humana, afirmando que se trata de sensacionalismo da imprensa.

Na corte, ele foi lembrado dos detalhes da morte de sua ex-namorada: como a matou, retirou um braço e uma perna, guardou o pé no refrigerador, o resto em armário e logo depois cozinhou uma parte do corpo. O acusado se manteve imóvel, com o olhar fixo, as sobrancelhas levantadas. A maioria das vezes, deu respostas titubeantes, especialmente porque seu advogado Humberto Guerrero Plata lhe fazia sinais para negar que havia assinado uma declaração.

José Luis Calva Zapeda foi detido no começo do mês por policiais que foram até o seu apartamento no bairro de Guerreiro, na capital mexicana. Zapeda admitiu ter matado Alejandra Galeana Garavito e ter cozinhado os seus restos mortais, mas negou que tenha comido a carne. Ele diz que cozinhou o corpo para dar a cães.

Nas próximas semanas, as autoridades devem formalizar acusações contra Zepeda pela morte de outra ex-namorada, Verónica Consuelo Martínez Casarrubias. Ela foi encontrada esquartejada. A polícia diz que também há indícios do mexicano ser responsável por esquartejamento de uma prostituta, cujas partes do corpo foram encontradas em abril na Cidade do México.

Redação Terra