Cão seqüestrado é resgatado na Colômbia

20 de outubro de 2007 • 11h29 • atualizado às 12h34
Os seqüestradores exigiram um resgate de 700 milhões de pesos (US$ 350 mil) para libertar o cão
Os seqüestradores exigiram um resgate de 700 milhões de pesos (US$ 350 mil) para libertar o cão
20 de outubro de 2007
Reuters

Um cão que foi seqüestrado na capital colombiana, por cuja libertação os seqüestradores exigiram da sua proprietária um resgate de 700 milhões de pesos (US$ 350 mil) apareceu hoje numa clínica veterinária, informaram as autoridades. Aldo, um pastor alemão, foi seqüestrado há um mês num bairro do norte de Bogotá.

O jornal El Tiempo disse que os seqüestradores negociaram o caso e inclusive enviaram "provas de sobrevivência" do animal, como fotografias e gravações com latidos e uivos. "Seu cachorro chora assim à noite", diziam. Aparentemente, Aldo foi sedado com tranqüilizantes e levado numa bolsa. "Não levaram mais nada. Estavam procurando alguém da casa ou diretamente o cachorro", declarou ao jornal uma fonte policial.

Os seqüestradores deixaram Aldo numa veterinária na terça-feira. Os donos da clínica chamaram a polícia e a dona identificou o cão.

No mesmo dia, os seqüestradores haviam prometido entregar novas "provas de sobrevivência" do refém em troca do resgate. Um comando policial à paisana foi ao local combinado para o pagamento.

"Na hora exata, um homem chegou com um pacote de papel no qual havia milhões de pesos. Após alguns minutos, duas pessoas se aproximaram e disseram que vinham para receber a 'encomenda' e que horas depois mandariam o 'pacote'. Não estavam com o seqüestrado", explicou El Tiempo.

Após o pagamento, os policiais tentaram deter os seqüestradores, mas eles sacaram suas armas e abriram fogo. Após uma troca de tiros, foram detidos Ángel Egidio Cárdenas Ávila e Wílmer San Orozco, que se recuperam de lesões num hospital de Bogotá. Um policial também foi ferido.

Os delinqüentes tinham entregado o cachorro à veterinária no mesmo dia para um banho e previam retornar à tarde. Aparentemente, depois da tentativa de resgate decidiram não retornar.

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