Os resultados da eleição, por voto secreto, para o Comitê Permanente do Birô Político do partido que governa um quinto da população mundial há 58 anos, serão divulgados em 23 de outubro, segundo a agência oficial Xinhua.
Sem informação oficial ou vazamento de informações a respeito, os dois candidatos que parecem à frente na disputa para entrar no órgão político mais influente da China são Xi Jinping, 52 anos, secretário-geral do partido em Xangai e filho de um ex-revolucionário, e Li Keqiang, de 54, secretário-geral de Liaoning e de origem humilde.
Xi e Li, junto com outros dois ou três militantes da "quinta geração" de líderes do Comitê Permanente, poderiam renovar o principal órgão do Partido Comunista caso vencessem as eleições por voto secreto que Hu espera que mostrem crescimento da democracia interna.
A política interna chinesa é tão secreta que os jornalistas, tanto nacionais como estrangeiros - estes aceitos pela primeira vez - se esforçam em captar um gesto ou um olhar que possa indicar simpatia ou o contrário, por parte de dirigentes que podem ganhar destaque no futuro.
As análises dos possíveis candidatos são feitas com portas fechadas, e sem informação oficial a respeito. Os jornalistas estrangeiros têm de se conformar com análises divulgadas pela própria imprensa local, como por exemplo nos casos de Xi e Li, os dois candidatos ao Comitê Permanente mais bem retratados.
O secretário-geral do PCCh tem garantida a Presidência do país e tudo indica que liderará junto com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e o presidente da Assembléia Nacional Popular (ANP), Wu Bangguo, o país de maior crescimento econômico, comercial e diplomático do mundo.
Os analistas destacam a suposta vontade de Hu de introduzir no Comitê Permanente do Birô Político seus protegidos e superar assim a influência ainda real do ex-presidente Jiang Zemin a fim de facilitar seus planos de Governo para seu segundo e último mandato.
Hu expressou seu desejo de dar continuidade pelos próximos cinco anos à política de reforma e de abertura baseada em um desenvolvimento sustentável, sem prejudicar recursos naturais e prevendo a construção de uma sociedade que reduza o abismo entre ricos e pobres.
As conquistas econômicas dos últimos cinco anos são evidentes, mas segundo analistas ocidentais, não será fácil repeti-las, pois o modelo está submetido a pressão tanto interna como externa pelo gigantesco superávit comercial.
A cada dia ganham força apelos protecionistas ao redor do mundo contra o aumento da presença dos produtos chineses, mais baratos.
Internamente também não faltarão problemas, pois o enorme superávit e a manutenção da taxa de câmbio com relação ao dólar leva a uma baixa taxa de juros e dificuldades para se controlar a inflação.
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