Chávez exibe seu poder petroleiro em Cuba

17 de outubro de 2007 • 10h29 • atualizado às 10h29

Fernando García
Direto de Havana

Cuba


Cuba e Venezuela deram um passo importante em sua aliança estratégica. Depois da conversa telefônica entre Hugo Chávez e Fidel Castro transmitida pela televisão no domingo, o mandatário venezuelano e o presidente interino de Cuba, Raúl Castro, assinaram em Havana 13 ambiciosos acordos de investimento, que substanciam o poderio petroleiro venezuelano na ilha.

O principal dos projetos é a construção conjunta, com participação maciça da estatal petroleira venezuelana PDVSA, de um grande complexo petroquímico na província de Cienfuegos. Com isso, a região se converterá em "um verdadeiro pólo de desenvolvimento industrial para Cuba e toda a América Latina", prometeu Chávez. Foi o que o líder venezuelano declarou quando do lançamento do projeto de uma refinaria pela PDVSA e a Cupet (Cuba Petróleo), cuja construção foi iniciada em dezembro e agora se converteu em primeira parte do pólo industrial planejado.

Entre os demais projetos que integram o complexo planejado, depois que a refinaria for colocada em operação, Chávez mencionou a instalação de uma planta de gaseificação que seria abastecida com gás líquido exportado pela Venezuela; uma fábrica de plásticos e outros derivados de petróleo; e uma fábrica de fertilizantes. Também mencionou a possibilidade de criar, em Cienfuegos, uma extensão da Petrocasa, uma empresa venezuelana que produz casas pré-fabricadas com derivados de petróleo.

Chávez e Raúl Castro concordaram em iniciar em breve a instalação entre os dois países de um cabo de telecomunicações de banda larga, em fibra óptica, que permitirá que Cuba melhore substancialmente os seus serviços de Internet. Outros dos acordos assinados se referem a projetos turísticos e de extração de petróleo e níquel.

Chávez classificou esses projetos como "uma autêntica integração política e econômica de países que querem ser livres". Chegou a dizer que Cuba e Venezuela vivem "sob um só governo", e mencionou a idéia de uma "confederação" entre os países que formam a Alternativa Bolivarista para as Américas (Alba).

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

La Vanguardia
 
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