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Escritor admite morte mas nega ter comido namorada

16 de outubro de 2007 18h54 atualizado em 26 de outubro de 2007 às 09h49

Um mexicano envolvido num caso de canibalismo admitiu hoje ter matado uma de suas namoradas e cozinhado os restos dela, mas afirmou que não comeu a carne da mulher, segundo a procuradoria do Distrito Federral (DF) do país.

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» Polícia confirma carne humana em prato

"Ele admite ter cometido o homicídio de Alejandra (a ex-namorada). Há outro (assassinato) com o qual nós o relacionamos", afirmou à emissora W Rádio o promotor geral do Departamento de Homicídios do DF, Gustavo Salas, em referência à declaração do suspeito na última madrugada.

O funcionário afirmou que José Luis Calva Zepeda, chamado pela imprensa de "O Canibal de Guerrero" - nome da colônia (bairro) em que vivia - "não admite ter consumido a carne de Alejandra (Galeana Garavito)", de 30 anos e mãe de dois filhos.

Segundo Salas, o homem teria seduzido a mulher com uma rosa e um poema enviados diariamente, até conquistar a confiança dela e torná-la sua namorada. Na semana passada, a polícia achou na casa de José Luis um romance inacabado intitulado Instintos Caníbales o Doce Días (Instintos Canibais ou Doze Dias, em tradução livre) que fala sobre antropofagia, sexo, sadomasoquismo e coprofagia.

Aparentemente o suposto assassino era um poeta principiante e escritor de romances de terror para cinema e teatro. Foram encontrados textos escritos à mão nas gavetas da casa de José Luis. As autoridades mexicanas confirmaram na segunda-feira a presença de carne humana no prato do suspeito, capturado na semana passada na capital do país quando tentava fugir da polícia.

Segundo Salas, Calva evitou detalhar no interrogatório em que circunstâncias tinha conseguido a carne humana encontrada em sua cozinha, e que ele teria supostamente comido. "É evidente que esse sujeito apresenta um padrão criminoso múltiplo com padrões de homicida e é altamente provável que estivesse experimentando o sabor da carne que tinha cortado e fritado no fogão", acrescentou.

Apesar de só ter admitido um crime, José Luis pode estar envolvido na morte de Verónica Consuelo Martínez, segundo o promotor. O suposto assassino viveu e trabalhou como taxista próximo ao DF, onde poderia estar ligado a uma terceira morte e ter se envolvido com um homem.

Achamos que teve uma relação, digamos, amorosa, com um homem antes de conhecer esta mulher", assegurou Salas. Até o momento, o promotor acredita que José Luis não violentava as vítimas, mas agia "com uma violência incomum" contra elas.

Segundo Salas, na capital mexicana não existem antecedentes de canibalismo, mas o suspeito pode receber uma sentença de até 50 anos de prisão. "É um fato inédito, não o desmembramento de pessoas, mas sim que (um homem) tenha comido sua vítima", afirmou o promotor.

No momento, o detido é acusado de ser o "provável responsável" pelo crime contra a namorada. O envolvimento dele na morte de uma vítima ainda não identificada e na de Verónica Consuelo Martínez está sendo investigado.

EFE
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