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 China rejeita democracia ao estilo ocidental
14 de outubro de 2007 14h47 atualizado às 15h11

Uma autoridade do governo chinês disse neste domingo que a China perseguirá reformas políticas, mas nunca terá uma democracia ao estilo do Ocidente. A declaração foi dada por um porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCC), Li Dongsheng, às vésperas da abertura do seu Congresso, que acontece a cada cinco anos.

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"A reforma política é um componente importante de nossa reforma ampla. Temos avançado ininterruptamente nas reformas", ele afirmou, durante uma entrevista com jornalistas.

Mas acrescentou: "nunca copiaremos o modelo ocidental de sistema político".

A declaração de Li não chega a ser surpreendente - outros diretores do PC chinês já externaram opinião semelhante - mas dá o tom de como será o evento que começa nesta segunda-feira em Pequim.

Os cerca de 2,2 mil delegados endossarão políticas que definirão como caminhará a China nos próximos cinco anos. Eles também emendarão a constituição do Partido, para incorporar o que o porta-voz Li chamou de "inovações teóricas".

Os delegados devem incluir na Constituição idéias do presidente Hu Jintao, que também é secretário-geral do partido e deve fazer um pronunciamento durante o encontro.

Hu Jintao defende o que chama de "desenvolvimento científico" - um conceito que pede desenvolvimento econômico balanceado, que não leve a problemas como poluição ou ampliação do fosso entre ricos e pobres.

Em 2002, a Constituição do partido também foi modificada para incluir as idéias do então presidente Jiang Zemin. Ele sustentava que o partido precisava atrair uma variedade maior de pessoas, em especial a nova e abastada classe econômica de empresários chineses.

Durante o Congresso, os delegados selecionarão o comitê central do partido, que então escolherá os membros do birô político ou politburo, o órgão central decisório do governo.

Existe grande especulação sobre quem será eleito para o politburo. Os rumores mencionam com freqüência os atuais governadores das províncias de Liaoning, Li Kegiang, e de Shanghai, Xi Jinping.

Alguns membros do partido têm defendido mudanças políticas que façam par com a abertura econômica que transformou a China nas últimas décadas.

Mas quem quer que faça parte da nova elite deve modificar pouco o atual curso da política e da economia chinesas.

"A maioria das pessoas têm se colhido os benefícios reais das reformas e da abertura", disse o porta-voz Li Dongsheng.

BBC Brasil
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