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Amebas que atacam cérebro matam seis nos EUA

01 de outubro de 2007 12h06 atualizado às 12h32

Amebas que vivem em lagos dos Estados Unidos causaram a morte de seis pessoas este ano e preocupam autoridades. A espécie Naegleria penetra no corpo humano pelo nariz e ataca o cérebro, provocando a morte do infectado.

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Mesmo que a espécie seja extremamente rara, as mortes preocupam médicos que acreditam que a ameba possa fazer mais vítimas. "Isto é algo que precisamos investigar", afirmou Michael Beach, especialista em doenças transmitidas pela água do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Segundo Beach, estas amebas são características das temperaturas altas. "No futuro, como as temperaturas devem aumentar, esperamos ver mais casos", afirmou o especialista.

De acordo com dados do CDC, entre 1995 e 2004 foram registradas 23 mortes causadas pela ameba nos Estados Unidos. Neste ano já são seis casos: três na Florida, dois no Texas e um no Arizona. O Centro tem conhecimento de 100 casos em todo o mundo desde sua descoberta, na Austrália, na década de 1960.

Segundo os médicos, os infectados podem ter dores na garganta, cabeça e febre. Em estágios mais avançados, os doentes podem ter alucinações e mudanças de comportamento repentinas.

Depois de infectadas, as vítimas têm poucas chances de sobreviver. Embora em experiências laboratoriais algumas drogas tenham bloqueado os danos causados pela ameba, nos pacientes infectados, o resultado não foi o mesmo. Eles não costumam resistir mais de duas semanas.

Os especialistas não sabem explicar as razões, mas crianças e adolescentes são mais sensíveis à infecção e meninos, mais do que meninas.

Segundo as autoridades, as pessoas não devem ficar apavoradas, pois o número de casos ainda é muito pequeno se comparado à quantidade de banhistas que nadam nos lagos americanos diariamente. Recomenda-se evitar mergulhos e proteger o nariz, para que a ameba não possa entrar.

AP - Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.