Repressão a protestos em Mianmar mata um monge

26 de setembro de 2007 • 07h36 • atualizado às 09h04
Monges e civis entram em confronto com policiais e tropas de choque que tomaram posições em frente a seis monastérios em Yagun  Foto: AP
Monges e civis entram em confronto com policiais e tropas de choque que tomaram posições em frente a seis monastérios em Yagun
26 de setembro de 2007
Foto: AP

A repressão policial contra os protestos liderados por monges buditas em Mianmar causou hoje pelo menos uma morte, além de vários feridos. Segundo informações do partido de oposição ao governo militar Voz Democrática de Burma, citado pela CNN, cinco monges budistas foram mortos pelas forças de segurança.

Soldados birmaneses tentaram dispersar com violência os protestos pacíficos ocorridos hoje perto do pagode de Sule, no centro de Yangun. Cerca de 200 monges budistas e milhares de civis marchavam na direção de Sule, em desafio à proibição de manifestações imposta ontem à noite pela Junta Militar de Mianmar. Cerca de 300 soldados, em 10 caminhões militares, foram até o local.

Segundo relatos de testemunhas, outros 17 monges foram feridos por agressões com cassetetes no bairro do pagode de Shwedagon em Yangun. Entre os feridos estava um monge de 80 anos que, segundo as testemunhas, foi agredido na cabeça pelos oficiais. O idoso participava no protesto em Yangun mesmo sem ter condições de andar, sendo carregado nos braços de outros monges.

A Junta Militar declarou ontem à noite o toque de recolher e postou tropas em Yangun e outras cidades do país, para reprimir as manifestações de monges que começaram no dia 17 de setembro. Vários dirigentes e militantes da oposição foram detidos.

Os soldados se posicionaram nos mosteiros cujos integrantes participaram das mobilizações em favor da democracia. Apesar das fortes medidas de segurança, as organizações Aliança de Todos os Monges Birmaneses e Geração de Estudantes de 88 prometeram hoje que manterão as manifestações contra a Junta Militar e não cederão à intimidação do regime

Com agências internacionais

Yangun está desde a noite de terça-feira sob o toque de recolher noturno e há restrições ao movimento, algo muito parecido com um estado de emergência.

Redação Terra
 
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