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 NY amanhece sem táxis amarelos por greve do GPS
05 de setembro de 2007 12h05 atualizado às 13h34

A greve dos famosos táxis amarelos de Nova York provocou longas filas na cidade. Foto: AFP

A greve dos famosos táxis amarelos de Nova York provocou longas filas na cidade
Foto: AFP

Milhares de taxistas iniciaram nesta quarta-feira, em Nova York, uma greve 48 horas contra a instalação em seus veículos de aparelhos de navegação por satélite, os chamados GPS, que rastrearão seus movimentos.

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"Deixem seus táxis em casa ou na garagem. Vamos deixar as ruas sem os táxis amarelos", afirma, em uma mensagem, Bhairavi Desai, diretora executiva da Taxi Workers Alliance, que representa cerca de 10 mil taxistas. Desai se absteve de fornecer números relativos à greve, mas a falta de táxis era visível nas ruas de Manhattan.

Os poucos táxis que continuaram trabalhando aderiram ao plano de emergência lançado pelo prefeito da cidade, Michael Bloomberg, ou seja, circularam levando vários passageiros.

A partir de 1º de outubro, conforme as disposições municipais, os 13 mil taxímetros da cidade deverão ser equipados com sistemas GPS, que permitem determinar a localização exata de cada veículo. Também serão instalados sistemas que permitirão ao passageiro pagar com cartão de crédito, procurar o endereço de um restaurante ou ler as notícias.

Os motoristas evocam uma "invasão de privacidade", já que serão rastreados inclusive em suas horas livres, mas outros querem evitar um controle fiscal mais rígido de seus rendimentos.

A última greve de táxis em Nova York foi em 1998, quando os motoristas pararam de circular por 24 horas para protestar contra um aumento das multas aplicadas contra os trabalhadores do volante.

AFP
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