Virgínia Tech vive nova tragédia na volta às aulas

20 de agosto de 2007 • 20h24 • atualizado às 21h44
Carro da polícia guarda entrada de estudantes na volta às aulas da Universidade Virginia Tech, em Blacksburg
Carro da polícia guarda entrada de estudantes na volta às aulas da Universidade Virginia Tech, em Blacksburg
20 de agosto de 2007
AP

Os estudantes da Universidade Virgínia Tech começaram nesta segunda as aulas entre a amarga lembrança do tiroteio ocorrido em abril e uma intoxicação de gás em um apartamento estudantil, que levou cinco pessoas a serem hospitalizadas, duas delas em estado grave.

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Um dia antes de começarem as aulas e de se inaugurar um monumento em homenagem aos 32 mortos do tiroteio acontecido este ano, aconteceu uma intoxicação de monóxido de carbono em um apartamento compartilhado por cinco estudantes nas imediações do campus.

O vazamento de gás aconteceu durante o fim de semana. Aparentemente, foi causado por uma válvula defeituosa do aquecedor de água do apartamento, mas os cinco intoxicados não foram descobertos até o domingo de manhã quando um vizinho se queixou do cheiro, informou o capitão da Polícia de Blacksburg (Virgínia), Bruce Bradberry.

Dois dos cinco estudantes afetados, ambos de 19 anos e que cursavam seu segundo ano universitário, permanecem em estado grave no Hospital da Universidade da Virgínia, em Charlottesville, segundo um porta-voz do hospital.

As outras três vítimas se encontram hospitalizadas e com diagnóstico estável no Centro Médico da Universidade Duke, em Durham (Carolina do Norte).

Além dos ocupantes do apartamento, pelo menos outras 18 pessoas que moravam no mesmo prédio onde ocorreu o escapamento foram hospitalizadas no domingo devido a sintomas de intoxicação de gás, mas tiveram alta nesse mesmo dia.

Entre a amarga lembrança da tragédia e o susto com o último acidente, os estudantes se preparavam hoje para a apresentação de um monumento que lembrará para sempre no campus as mortes de 27 estudantes e cinco professores do centro.

O monumento comemorativo, situado dentro do campus, consta de 32 pedras com os nomes das vítimas gravadas sobre elas e colocadas em semicírculo.

Estas pedras substituem às colocadas por um grupo de estudantes em frente ao auditório "Norris Hall", onde ocorreu o tiroteio, nos dias posteriores à tragédia.

Com o fantasma do massacre ainda vivo na memória, a Virginia Tech se preparou com medidas de segurança tais como trancas no interior das salas, segurança 24 horas nas portas das residências e um sistema de recepção de mensagens de texto de emergência da universidade.

Os "Hokies", como são conhecidos os estudantes da universidade por causa do nome de suas equipes esportivas, tentam voltar à normalidade e retomar as aulas rodeados da lembrança de um episódio que nunca vão esquecer.

As autoridades identificaram o autor do massacre como Cho Seung-hui, um sul-coreano de 23 anos, imigrante legal, que estudava na universidade.

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