O último terremoto com vítimas no país ocorreu em 3 de outubro de 1974, com tremores que atingiram 6,6 graus na escala Ritcher. O tremor deixou 78 mortos e 2,5 mil feridos. O abalo sísmico, que durou mais de 90 segundos, teve seu epicentro a 90 km ao sul da capital Lima. Um mês depois, o país voltou a ser sacudido por novo tremor, de semelhante magnitude, mas que não deixou vítimas.
Entre os tremores que foram seguidos por tsunamis, estão os que ocorreram em 1586, 1687 e 1746. O último destruiu Lima, deixando mais de 1,5 mil vítimas. O terremoto de maior intensidade na história do Peru aconteceu em 1868, atingindo 9 graus na escala Richter. Cerca de 700 pessoas morreram.
Os terremotos se produzem pelo movimento das placas tectônicas que compõem a crosta terrestre. Cerca de 90% dos tremores ocorrem ao longo das linhas de colisão entre as placas, que passam por vários países, entre eles o Peru.
A linha de colisão entre as placas dos oceanos Atlântico e Pacífico percorre toda a costa oeste das Américas do Norte, Central e Sul. Portanto os países que ficam ao longo dessas falhas, como Estados Unidos, México, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Peru e Chile, têm recebido ao longo dos anos os mais devastadores terremotos de que se tem registro. Brasil, Argentina, Uruguai e a costa leste dos EUA nunca têm terremotos justamente porque estão localizados no meio da placa do Atlântico, cuja borda leste está enterrada no meio do oceano.
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