Em declaração da Presidência do CS, seus 15 membros expressaram preocupação com as constantes denúncias de violações do embargo de armas imposto ao Líbano. Além disso, pediram à Síria que controle sua fronteira com o país, e condenaram qualquer tentativa de desestabilização.
O CS também manifestou sua preocupação com as recentes declarações do Hisbolá, que afirmou "ter capacidade militar para atacar todo o território de Israel". O órgão pede o desarmamento de todas as milícias presentes no Líbano.
"Este é um passo importante para assegurar o cumprimento do embargo de armas", disse na saída da reunião do CS o encarregado de negócios da missão da França perante a ONU, Jean-Pierre Lacroix, cujo país propôs a declaração.
O CS pediu a Ban que colabore com o Governo libanês para colocar em prática as recomendações do grupo de analistas da ONU. Em um relatório apresentado em junho, os analistas afirmaram que a fronteira libanesa "estava desprotegida e aberta ao tráfico de armas".
O grupo defendeu o aumento da assistência técnica internacional às autoridades alfandegárias libanesas, por meio do envio de assessores e equipamentos.
O texto adotado é uma versão atenuada da minuta divulgada na semana passada pela França, na qual era feita uma advertência direta à Síria e ao Irã para que cumprissem o embargo de armas incluído na resolução 1.701, que, em 2006, pôs fim ao conflito entre Israel e o Hisbolá.
A versão final da declaração reitera a obrigação dos Estados-membros da ONU, "em particular os da região", de tomar todas as medidas necessárias para pôr em prática o embargo.
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