O Japão registrou hoje um segundo terremoto, de magnitude de 6,8 graus na escala Richter, na costa, segundo a agência geológica dos EUA. O tremor ocorre horas depois de o país ter sido atingido por um tremor com intensidade similar, que matou sete pessoas e deixou mais de 800 feridas.
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O primeiro terremoto provocou ainda um pequeno vazamento de materiais radioativos na usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo. O local foi atingido por um incêndio no reator número 3. O fogo foi controlado poucas horas depois.
Segundo testemunhas, o segundo terremoto sacudiu prédios às 11h17 (hora de Brasília), mas não há informações disponíveis sobre estragos e possíveis vítimas.
O primeiro tremor, com epicentro a 17 km de profundidade no Mar do Japão, ocorreu às 10h13 (22h13 de domingo em Brasília) na região de Niigata, noroeste do país.
Entre as sete pessoas que morreram, todas com mais de 70 anos, a maioria foi vítima de soterramento. Há cerca de 830 feridos, informou a agência Kyodo. No entanto, o número de vítimas pode aumentar à medida que prossegue a remoção dos escombros das 300 casas destruídas na região afetada. O governo japonês colocou em ação plano de emergência para atender os afetados e normalizar a situação na região.
O fornecimento de luz em 35 mil residências na região de Niigata foi interrompido e 50 mil lares estão tendo problemas para obter água potável. O tremor também alterou os serviços de transporte na região, com cortes no sistema de energia do trem-bala japonês, o Shinkansen, a abertura de fendas nas estradas e o fechamento temporário do aeroporto provincial para que os técnicos verifiquem se houve danos na pista de aterrissagem. Todos os serviços já foram reestabelecidos.
A agência meteorológica japonesa chegou a emitir um alerta de tsunami, mas que foi cancelado pouco depois.O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, cancelou suas atividades de campanha, às vésperas das eleições para o Senado, no dia 29, para visitar a região mais afetada.
Com agências internacionais
- Redação Terra


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