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Peter Clarke, chefe da polícia de combate ao terrorismo de Londres, afirmou em uma entrevista à imprensa que a segunda bomba continha pregos e combustível, assim como o primeiro artefato, e que as duas bombas tinham ligação.
O premiê Gordon Brown, apenas dois dias depois de assumir o cargo no lugar de Tony Blair, reuniu o principal comitê de segurança britânico, o Cobra. "Estamos diante de uma ameaça gravíssima e constante por parte do terrorismo internacional", disse Jacqui Smith, a nova ministra do Interior, depois da reunião.
O segundo carro-bomba, que já estava sendo investigado pela polícia na avenida Park Lane, no centro de Londres, foi rebocado de uma rua próxima a Trafalgar Square, aparentemente porque estava estacionado em local proibido, segundo a CNN.
Os funcionários do estacionamento Park Lane, para onde o veículo foi rebocado, chamaram a polícia após ouvirem as notícias sobre o primeiro carro-bomba. Eles ficaram desconfiados devido ao cheiro de gasolina que vinha do carro.
A descoberta dos carros-bomba ocorre a poucos dias do segundo aniversário dos atentados de 7 de julho de 2005, nos quais 56 pessoas morreram - incluindo os quatro suicidas que perpetraram o ataque - e outras 700 ficaram feridas. O ataque frustrado também coincide com a chegada ao poder de Gordon Brown, que assumiu como primeiro-ministro nesta quarta-feira.
Com agência internacionais
Redação Terra