O carro, provavelmente uma Mercedez prateada, estava estacionado em frente a uma discoteca no centro de Londres |
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A polícia encontrou quantidades "significativas" de gasolina, bujões de gás e pregos dentro do veículo estacionado no centro de Londres, informou o subcomissário da Scotland Yard, Peter Clarke. Se os artefatos tivessem explodido, teriam deixado vários mortos e feridos, acrescentou Clarke.
Os oficiais da Scotland Yard fecharam o acesso a Haymarket, perto da estação de metrô de Piccadilly Circus, onde ficam os principais cinemas e teatros londrinos. Os policiais iniciaram uma investigação sobre atividades terroristas, chefiada pelo Comando Antiterrorista da Polícia Metropolitana.
O artefato explosivo foi encontrado à frente da discoteca Tiger, cujos funcionários alertaram a polícia depois que um veículo havia sido estacionado entre as lixeiras do local. O motorista, que segundo os funcionários da casa noturna dirigia de maneira estranha, não foi detido.
As autoridades retiraram do carro, uma Mercedes prateada, recipientes com combustível por volta das 3h (0h de Brasília).
Segundo a BBC, o comitê Cobra, formado pelos principais ministros e pelos serviços secretos, fará esta manhã uma reunião de emergência para examinar o caso. O ministro da Defesa do Reino Unido, Des Browne, reconheceu em declarações à rede britânica que "parece que se trata de um incidente muito sério". Ele acrescentou sua satisfação com o fato de que ninguém saiu ferido.
Já o ministro da Justiça, Jack Straw, afirmou à rede BBC que o governo havia sido alertado rapidamente após a descoberta da bomba. Ele disse estar "muito triste" com o incidente e prometeu que a polícia fará o possível por evitar transtornos no centro de Londres.
Metrô
Segundo um porta-voz dos serviços de transportes de Londres, os trens do metrô não estão parando na estação de Piccadilly Circus. As autoridades pedem à população que procure estações alternativas. Como o acesso às ruas próximas a Haymarket foi fechado, os ônibus e automóveis foram desviados. Houve problemas de tráfego esta manhã.
Durante os anos de atividade terrorista do Exército Republicano Irlandês (IRA), a região no centro de Londres era às vezes utilizada para deixar explosivos, cuja presença era informada em telefonemas codificados.
"Ameaça constante e grave"
O primeiro-ministro lembrou nesta sexta-feira que os britânicos enfrentam uma "ameaça terrorista constante e grave", após a descoberta do artefato. Brown confirmou que a nova ministra do Interior, Jacqui Smith, presidirá hoje uma reunião extraordinária do comitê Cobra (que reúne os principais componentes do governo em caso de urgência ligados à segurança nacional).
O gabinete tem uma reunião prevista para as 11h. "Alertarei o Gabinete para que a vigilância seja mantida durante os próximos dias", acrescentou.
Atentados de 2005
Daqui a uma semana, Londres lembra o segundo aniversário dos atentados terroristas de 7 de julho de 2005, contra a sua rede de transportes, nos quais morreram 56 pessoas, inclusive os quatro atacantes suicidas. Além disso, o incidente coincide com a chegada ao poder do novo primeiro-ministro, Gordon Brown, e a nomeação de uma nova ministra do Interior, Jacqui Smith.
Em 7 de julho de 2005, os atentados em Londres matara 52 pessoas e deixaram mais de 700 feridas. Quatro terroristas suicidas detonaram três bombas no metrô e uma em um ônibus na praça de Tavistock, próxima ao Museu Britânico.
No dia 9 de maio deste ano, a polícia britânica deteve quatro pessoas acusadas de ligação com os atentados suicidas cometidos em 2005, entre elas a viúva do suposto autor intelectual do ataque, Mohammed Sidique Khan, segundo a Scotland Yard.
Com agências internacionais
Redação Terra