General acusa 2 rebeldes das Farc de assassinar deputados

29 de junho de 2007 • 02h12 • atualizado às 02h29

O comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Fredy Padilla, responsabilizou nesta quinta-feira dois líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pela morte dos 11 deputados regionais seqüestrados em 2002 pela guerrilha.

O general Padilla declarou aos jornalistas que os responsáveis pelos reféns eram dois chefes da frente número 60 das Farc. Um deles seria Edgar López Gómez, conhecido como Pato Chino, e o outro, um rebelde conhecido como "O Grilo", que "tinha a responsabilidade direta de cuidar dos seqüestrados".

Os reféns estavam em acampamentos nas montanhas do departamento de Valle del Cauca, no sudoeste do país, segundo o oficial. Ele atribuiu a morte dos 11 deputados à "paranóia em que se encontram as Farc", que "estão no fim do fim".

"Os homens do grupo terrorista não opção além de se entregar", disse.

Os deputados da assembléia de Valle del Cauca foram seqüestrados em Cali, capital regional, em 11 de abril de 2002. O grupo rebelde informou nesta quinta-feira que eles morreram em 18 de junho, num suposto "fogo cruzado". O Governo e o Exército negam ter realizado operações na região.

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